Setembro Amarelo: Arquidiocese de Santarém promove campanha com ações de escuta e acolhimento

Durante o mês de setembro, a sociedade é convidada a voltar sua atenção para um tema que diz respeito à vida e ao cuidado com o ser humano: a saúde mental. Por meio do Setembro Amarelo, campanha nacional de conscientização e prevenção do suicídio, é sociedade é chamada a refletir sobre a importância de cuidar de si e também do outro, reconhecendo que toda pessoa pode atravessar momentos de sofrimento e precisar de acolhimento e ajuda.
A Arquidiocese de Santarém, através do Setor de Psicologia, tem contribuído para as ações voltadas ao cuidado com a saúde mental da população. O trabalho é desenvolvido por meio de atendimentos psicológicos, orientação psicológica, palestras, rodas de conversa e outras iniciativas destinadas à população em geral.
Essas ações expressam também uma compreensão de que cuidar da pessoa significa olhar para suas diversas dimensões, reconhecendo suas dores, fragilidades, potencialidades e necessidades. O acompanhamento psicológico pode ser um importante caminho para quem precisa compreender melhor seus sentimentos, enfrentar situações difíceis e buscar formas mais saudáveis de lidar com os desafios da vida.
Durante o mês de setembro, os atendimentos do Setor de Psicologia da Arquidiocese de Santarém acontecem de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.
Acolher, escutar e encaminhar
Nesse contexto, o acolhimento assume um papel fundamental. Acolher a dor do outro significa respeitar sua história, seus sentimentos e seu tempo, oferecendo uma escuta atenta e sem julgamentos.
A escuta psicológica constitui uma importante ferramenta nesse processo. Por meio dela, é possível acolher, escutar e encaminhar a pessoa para as redes e serviços públicos que atuam na área da saúde mental, possibilitando que a dor emocional seja acompanhada e tratada de maneira integral.
As iniciativas desenvolvidas durante o Setembro Amarelo são importantes justamente porque ajudam a promover informação, diálogo e conscientização. O cuidado, entretanto, não deve se limitar ao mês de setembro. Ele precisa fazer parte do cotidiano, fortalecendo os vínculos familiares, comunitários e sociais.
O papel da família e dos profissionais
O apoio da família e a atuação de profissionais especializados são fundamentais no processo de cuidado. Estar atento às mudanças de comportamento, saber ouvir e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes que podem fazer diferença na vida de alguém que esteja enfrentando sofrimento emocional.
A psicólogaRita Guimarães, da Arquidiocese de Santarém, destaca a necessidade da prevenção e do cuidado permanente com a saúde emocional. A partir dos estudos e conhecimentos da Psicologia, ela ressalta a importância da pessoa buscar ajuda diante das situações de sofrimento e de compreender a saúde mental de maneira integral.
Segundo Rita Guimarães , “o cuidado passa pela capacidade de reconhecer a dor, oferecer uma escuta qualificada e, quando necessário, realizar os encaminhamentos para os serviços da rede de atenção à saúde mental.”
Uma Igreja que acolhe e cuida
Ao participar das ações de conscientização do Setembro Amarelo, a Arquidiocese de Santarém reafirma a importância de uma cultura de cuidado, escuta, acolhimento e valorização da vida. Mais do que falar sobre saúde mental, é necessário criar espaços onde as pessoas possam ser ouvidas e encontrar caminhos de ajuda.
Cuidar da saúde emocional é cuidar da vida. E cuidar da vida passa também por estar próximo, escutar sem julgar, acolher a dor e buscar, quando necessário, a ajuda de profissionais e da rede de atenção à saúde mental.
A Psicóloga Rita orienta que, se a pessoa está passando por um momento de sofrimento emocional, não enfrente isso sozinha. Procure alguém de confiança e busque ajuda profissional.
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